Eu durmo tarde. A noite é minha companheira. Já onde todos foram, eu não sei. Onde as pessoas escondem sua existência, eu não sei. Existe na minha cabeça mil páginas com perguntas, umas apenas com quatro letras e um ponto de interrogação.
Será?
Onde?
Quem?
Mas existe um ponto na vida transitória onde não existem perguntas, é o ponto mais imerso do interior do centro, as respostas. Eu nunca cheguei até esse ponto, eu nunca quis entrar lá. Eu tenho medo de sentir medo. Eu ouço o som do silêncio, eu encontro o inalcançável na imensidão dos sonhos. Eu não sei viver. Nunca quis aprender... Quis assistir só. Assistir a minha vida sem senti-la.
Me pergunto onde está o foco. Onde está a luz. Onde está o consciente do subconsciente. Onde está a lucidez do inconsciente. Não sei. Eu viajo mil mares mas não sei. Não há expressão, não há surpresas. O que há então? Não sei.
Caminho mil milhas, mas ainda não há um porto. Será que seria apenas um aglomerado gigante de pensamentos se voltando contra mim? Eles vieram me buscar, me fazer parte da confusão alienada e separada de todo o universo ao seu redor. É assim que eu vou se me perguntares como estou. A razão inexistente. O x da questão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário